Relatório de Impacto Ambiental/Ampliações do Aeroporto Internacional de SP/Guarulhos

4. AS INSTALAÇÕES EXISTENTES

Os itens a seguir tratam das características principais das instalações existentes no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

4.1. Terminais de Passageiros e Terminal de Aviação Geral

O sistema terminal de passageiros é composto por dois terminais de passageiros (TPS-1 e TPS-2), que ocupam uma área total de 183.879,00 m².

Os terminais de passageiros apresentam três pavimentos com dois níveis operacionais e onze pontes de embarque, utilizados para embarque e desembarque, sendo as edificações em formato semicircular com “finger”.

No térreo ocorrem as operações de desembarque e restituição de bagagens, enquanto no primeiro nível, junto aos setores de pré-embarque para vôo internacional e nacional, têm-se as operações de check-in. No mezanino estão localizadas atividades comerciais, de serviços e setores administrativos.

A Figura I.4, a seguir, apresenta lay out dos pavimentos dos terminais TPS 1 e TPS 2. Pág 24 da brochura do RIMA (sem inserção nesta página online)

4.2. Sistema das Companhias Aéreas

O sistema das companhias aéreas abrange os setores responsáveis pelo manuseio da carga aérea nacional, possuindo junto ao Aeroporto áreas edificadas dos terminais de carga e área de estacionamento dos veículos e aeronaves. Contemplam, ainda, áreas utilizadas por oficinas de manutenção dos equipamentos rampa e de apoio às operações aéreas no Aeroporto.

Terminal de Carga Aérea (TECA INFRAERO): com área de importação e exportação, pátio de carga e descarga para caminhões, edifício administrativo e armazéns estruturados, além de estacionamento de veículos.

Terminais de Cargas das Companhias Aéreas: ocupam um terreno de 65.200 m2, havendo, ainda, uma área de cerca de 20.000 m², onde se encontram implantados os armazéns estruturados da TAM e da Skymaster.

Pátio de Aviação Regular: com 397.688m2, é constituído de 4 pátios principais, destinados ao embarque/desembarque dos passageiros e cargas transportadas, que podem utilizar as 22 posições de estacionamento no finger, além das 18 posições do pátio destinado à aviação geral de asa fixa e asa móvel.

Pátio das Aeronaves Cargueiras: com 112.000m², localiza-se em posições remotas no setor frontal ao TECA da INFRAERO e tem capacidade para atendimento de 24 posições de estacionamento.

Pátio das Remotas: são pátios que servem como alternativa para que as aeronaves não tenham que aguardar nas pistas de taxiamento. Não contando com ponte de embarque, as remotas podem ser utilizadas quando não houver disponibilidade de local junto aos terminais de passageiros. O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos conta com duas remotas (lateral e central), locadas junto aos terminais de passageiro TPS 1 e TPS 2.

4.3. Pistas de Pouso/Decolagem e Pistas de Taxiamento (Taxiways)

O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos conta com duas pistas de pouso e decolagem e um conjunto de pistas de taxiamento, estrutura denominada área de manobras.

Pista 1 (09R/27L): tem 3.000 m de comprimento e 45 m de largura
Pista 2
(09R/27L): tem 3.700 m de comprimento e 45 m de largura
Pistas de Taxiamento
: correspondem às saídas de alta e baixa velocidade, constituindo percursos entre as pista e os pátios, sendo a aeronave conduzida pelo piloto, com orientação da Torre, sem a necessidade de tratores (pushback), exceto em casos de necessidade de manutenção.

4.4. Heliporto

Localizado no setor norte do aeródromo, o Heliporto do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos é administrado pela INFRAERO. Possuindo uma área de 1.156 m², apresenta duas posições de estacionamento para helicópteros e encontra-se a 1.095 m do eixo da Pista 2 (09L/27R).

4.5. Escritórios e Edifícios de Apoio

Os escritórios da INFRAERO estão localizadas no edifício de interligação entre o TPS 1 e TPS 2, sendo utilizada pela Superintendência Regional do Sudeste e demais setores como Gerência Administrativa, Comercial, de Operações e áreas de depósitos.

As instalações de manutenção da INFRAERO compreendem as estruturas da marcenaria, da elétrica, eletrônica, telefonia, informática e hidráulica.

O Apoio de Rampa compreende as áreas destinadas à guarda de equipamentos utilizados no despacho das aeronaves com operações de processamento das bagagens, cargas, retirada de esgoto, reposição de água e oxigênio, abastecimento de combustível, comissária, ônibus, entre outros, localizando-se nos espaços reservados no nível do solo (pátio próximo ao local de estacionamento das aeronaves), na parte inferior dos fingers.

4.6. Sistema de Apoio - Centrais de Serviços

No Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, o Terminal de Cargas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT localiza-se no setor de TECA das companhias aéreas, ao lado do TECA Transbrasil, ficando a empresa dos serviços de comissaria, representada pelo Restaurante Aeroporto.

Além destes, o Aeroporto Internacional de Guarulhos conta ainda com Posto de Atendimento Médico, Balcões para Atendimento/Informação aos Usuários, Posto da Polícia Militar e Federal e Delegacia da Polícia Civil e Posto de Vacinação – Saúde dos Portos – vinculado a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

4.7. Estacionamentos para Veículos

Ocupando uma área de 100.800m², o estacionamento de veículos particulares comporta 3.090 vagas destinadas ao público (passageiros, acompanhantes e visitantes) e aos funcionários da INFRAERO e demais empresas que desenvolvem suas atividades no Aeroporto.

Para os táxis há um estacionamento diferenciado, com 600 vagas distribuídas em área de 14.400m². Os motoristas contam com uma edificação com sala de estar, lanchonete, refeitório e sanitários. Os ônibus especiais (Airport Service) também utilizam a área de estacionamento, em questão.

4.8. Viveiro

O Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos dispõe de viveiro de mudas vegetais com 65.000m², localizado próximo a Base Aérea, com uma grande diversidade de espécies nativas e exóticas, que atende principalmente à demanda paisagística das áreas internas do aeroporto, e em eventuais acidentes com incêndio, na reposição da vegetação local. O excedente produzido é, ocasionalmente, doado ao Município de Guarulhos.

4.9. Infraestrutura

Parque de Abastecimento de Aeronaves: a central de combustível para aeronaves localiza-se próxima às áreas de Terminais de Carga do Aeroporto, com quatro tanques situados acima do nível do solo, com capacidade de armazenamento de 33.576m³ de querosene de aviação, que se encontram localizados em área isolada e instalados embacias de contenção, contando com dispositivos de separação água e combustível.

O consumo de combustível de aeronaves é de aproximadamente 140 milhões de litros/mês, com variações em função da demanda. O abastecimento se dá por meio de caminhões que conectam o ponto de acesso à dutovia – posição de abastecimento - às aeronaves. O controle de vazamentos na dutovia de abastecimento é executado por meio de sistemas que monitoram a pressão no interior do mesmo. No caso de eventuais ocorrências de vazamento de combustíveis e óleos, são utilizadas mantas, serragem ou outros materiais absorventes, recolhidos imediatamente após a absorção do fluido. Tal procedimento visa atender as diretrizes da Lei dos Crimes Ambientais, de forma a cercear o risco de contaminação dos cursos d’água.

Serviço de Combate a Incêndio – SECINC: localiza-se nas proximidades da Base Aérea, sendo operado pela INFRAERO, por uma equipe 24 h junto à área do Aeroporto,ocupando uma área de 3.064m².

Abastecimento de Água: é realizado por meio da captação em oito poços artesianos tubulares profundos, localizados na área do Aeroporto, operando 12 horas por dia e aduzindo cerca de 2.700m3/dia do manancial subterrâneo. Desses poços, a água é recalcada até a Estação de Tratamento de Água (ETA). A ETA é constituída por uma estação elevatória que recalca a água até três reservatórios principais, com 1.750m³ cada, localizados na Vila Residencial dos Oficiais da Aeronáutica, e 57 reservatórios secundários. Junto à elevatória há uma sala onde é realizada a desinfecção e correção dos níveis de acidez da água. Localizados junto ao topo do morro, os reservatórios abastecem todas as unidades do Aeroporto por gravidade através de tubulação em ferro fundido.

Esgotamento Sanitário: o sistema de tratamento de esgoto do Aeroporto, do tipo aeração profunda, tem capacidade instalada para 6.000 m³/dia e vazão de 104 m³/h, contando com quatro lagoas, com 45.000 m³ cada, que tratam cerca de 2.000 m³/dia.

Após a aeração o efluente é lançado em duas lagoas de decantação, e destas no rio Baquirivu-Guaçu.  O esgoto das aeronaves é descarregado em caminhão coletor da SATA, que despeja o  dejeto em uma cloaca existente no pátio das aeronaves, de onde segue para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), através de sistema de tubulação com bombeamento.

Encontrando-se na área do Aeroporto, próxima à Base Aérea, a ETE foi projetada considerando, quando necessário, a utilização dos dois últimos tanques de estabilização como “água de reserva para incêndio”.

Das lagoas de decantação, o efluente é lançado no rio Baquirivu-Guaçu, a jusante do Aeroporto, com uma vazão quase constante, só alterada durante períodos chuvosos.

Coleta e Disposição de Resíduos Sólidos: a coleta do lixo, executada por empresa contratada, é feito em caçambas que os caminhões coletores descarregam no pátio de  recepção da Estação de Tratamento de Lixo. As áreas reservadas para entrada e saída de caminhões são providas de sistemas de drenagem de chorume. Os resíduos são constituídos por restos de alimentos das aeronaves (lixo úmido) e por papéis, plásticos, vidros, etc, gerados nas diversas dependências do Aeroporto (lixo seco). Os resíduos de fabricação de refeições das comissarias são destinados pelos próprios concessionários, através de transportes apropriados a aterros sanitários credenciados/licenciados pela CETESB.

A Estação de Tratamento de Lixo (ETL) é composta de dois fornos e duas câmaras de combustão para incineração de resíduos sólidos, que opera alternadamente.

Todos os resíduos sólidos coletados são encaminhados para incineração, inclusive aqueles coletados nos pátios, resíduos ambulatoriais, pequenos animais e produtos não liberados pela vigilância sanitária e apreendidos pela Receita Federal, exceção aos resíduos especiais (lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, óleos, etc.) que têm  destinação específica. Durante o processo de queima dos resíduos são geradas cinzas que, em sua maior parte são descarregadas pelo fundo do incinerador e transportadas por meio de esteiras, para as caçambas de transporte. Os gases de exaustão, que ainda contêm uma grande quantidade de cinzas, são conduzidos para um lavador de gases, o qual utiliza apenas água como fluido de lavagem. No lavador ocorre a separação das cinzas remanescentes, que são descarregadas juntamente com a água, enquanto os gases são liberados para a atmosfera. As cinzas e os resíduos da incineração são coletados nas caçambas, sendo encaminhados ao aterro industrial de Itaberaba na cidade de São Paulo (resíduos classe 1, industrial e domiciliar).

Desde janeiro de 2003, em parceria com a ONG Instituto Recicle Milhões de Vidas, foi implantado no Aeroporto um projeto de educação ambiental, coleta seletiva de lixo e reciclagem de materiais, visando a conscientização da comunidade aeroportuária, a modificação do padrão vingente de descarte de materiais, a redução do custo operacional no gerenciamento dos resíduos sólidos, e a identificação de alternativas para minimizar o desperdício.

Em média é coletada 1 tonelada/dia de resíduos passíveis de reciclagem. Os recursos arrecadados na coleta são doados a instituições beneficentes no Município de Guarulhos. Em continuidade ao projeto, em 2004, a INFRAERO implantará coletores específicos nas áreas públicas do terminal de passageiros (saguão de embarque e desembarque) e estacionamento de veículos.

O Aeroporto possui um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos elaborado em 1999, cuja revisão encontra-se em fase de contratação visando adequação á nova legislação da ANVISA.

Drenagem: a área do Aeroporto é drenada pelo Rio Baquirivu-Guaçu, cujo traçado foi retificado e canalizado, a céu aberto, em trecho de 3 km. Junto à estrutura do Aeroporto há canais de drenagem a céu aberto e paralelos à pista, numa extensão de 6,5 km. As  galerias de águas pluviais interligam o canal do lado sul ao rio Baquirivu-Guaçu próximo à cabeceira 27 – extensão de 400 m e a rede de drenagem superficial dos edifícios e áreas pavimentadas coletam as águas de chuva, conduzindo-as até o rio.

Central de Água Gelada: abrigada em uma edificação localizada no Setor de Utilidades do Aeroporto, compreende uma rede hidráulica por onde circula o fluido entre a Central de Água Gelada e os Terminais de Passageiros.

Energia Elétrica: o Aeroporto recebe energia elétrica diretamente da subestação da CESP de Mairiporã, fornecida pela Empresa Bandeirantes de Energia, através de uma linha de transmissão com dois ramais de 138 kVA. A referida linha foi construída pela ELETROPAULO para atendimento exclusivo do Aeroporto, sendo assim independente do Município de Guarulhos.

Sistema de Gerenciamento Aeronáutico: o Aeroporto Internacional de São Paulo está inserido na Área de Controle Terminal de São Paulo, jurisdicionado ao controle de Aproximação de São Paulo, que opera no Aeroporto de Congonhas, e ao Centro de Controle de Área, em Brasília. No caso de Guarulhos, a transferência de controle de Aproximação de São Paulo para a Torre de Controle é feita na interceptação dos marcadores externos situados nas cabeceiras das pistas.

Em condições de má visibilidade, a Torre de Controle monitora as aproximações finais  das aeronaves através de monitor de radar, e visualmente, em condições meteorológicas visuais. Compete-lhe também o gerenciamento do circuito de tráfego e do movimento de aeronaves e veículos na superfície da área de manobras. O tráfego de veículos nos pátios de estacionamento é orientado pelo pessoal de tráfego da INFRAERO. O radar de superfície é utilizado para auxiliar o controle de tráfego em solo quando ocorre a não visibilidade das aeronaves em movimentação em função das condições meteorológicas.

Os equipamentos de apoio á navegação aérea são de auxílio à navegação aérea, auxílios visuais à aproximação e pouso e auxílio meteorológico.

As condições operacionais do Aeroporto possibilitaram que 91% das operações em 2002 fossem em condições instrumento, para um total de 176.625 movimentos e 9% em condições operacionais visuais, cerca de 17.469 movimentos. A média anual do número de horas de fechamento em condições instrumento, em 2002, foi de apenas 17 horas e 40 horas em condições operacionais visuais .

Sistema de Transporte: o Aeroporto dispõe de completo sistema de transporte, atendendo aos serviços de comissarias, embarque e desembarque de passageiros e bagagens, que operam no pátio de aeronaves, com veículos de vários tipos pertencentes a 56 empresas, perfazendo um total de: 139 caminhões, um caminhão escada, cinco caminhões service, seis caminhões tanque, três furgões, 39 pickups, nove jeeps, quatro ambulâncias, 23 ônibus, três microônibus e 271 veículos de passageiros.

Operando diretamente no Aeroporto existem linhas regularizadas pela Prefeitura de Guarulhos, Departamento de Estradas de Rodagem e Aeroporto. As linhas especiais ou diretas (ponto a ponto), concedidas pela Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) à empresa Pássaro Marrom S.A. que opera sob a marca Airport Service, interligam Guarulhos com: Aeroporto de Congonhas, Terminal Rodoviário do Tietê, Praça da República, Avenida Paulista/Rua Augusta e Estação Bresser do Metrô. A empresa Brasileira Ltda. possui uma linha Aeroporto – Litoral (São Vicente e Santos). Além das linhas citadas, existe o transporte fretado (Aeroporto – Campinas) e transporte para atender funcionários do aeroporto, vinculados às empresas aéreas e prestadores de serviços.

Quanto ao transporte por táxi, atualmente há 653 veículos cooperativos, pertencentes a motoristas cadastrados (Guarucoop), e 250 táxis comuns de outras cooperativas operando no Aeroporto.

A rodovia Hélio Smidt (SP-019), de acesso ao Aeroporto, é composta por duas pistas com duas faixas de tráfego cada, separadas por canteiro central. Com capacidade de mais de 4 mil veículos/hora por sentido.

O modo de acesso ao Aeroporto predominante é o automóvel particular ou alugado (54%), enquanto 13% são realizados por ônibus e 32% por táxi. Ao se considerar o número de acompanhantes por passageiro embarcado (0,6 para os vôos domésticos e 1,2 para os vôos internacionais) e mantidas as mesmas taxas de ocupação de veículo verificadas para o embarque de passageiro, estima-se em cerca de 11.000 veículos/dia o afluxo médio de veículos particulares, alugados ou táxi ao aeroporto.

Sistema Comercial: é constituído das atividades comerciais que, através de concessões de arrendamento, fazem a exploração comercial de áreas localizadas fora do sistema Terminal de Passageiros e Terminal de Carga. Destacam-se as áreas arrendadas para: depósito de mercadorias da Brasif Duty Free Shop e da H. Stern, galpão da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, instalações da apoio da Serviços Auxiliares de Transportes Aéreos – SATA, área de preparo de refeições e serviço de comissaria da Servcater Internacional, escritórios da Shell, despacho de cargas da TAM, Transbrasil, Vasp e Varig e 4 hotéis quatro estrelas.

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